Abas

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

E foi repentino


Quando eu saí pra viver, eu perdi o medo. Eu fui lá e fiz, eu fui lá e disse olhando nos olhos de quem quer que fosse. Bati o martelo. Os meus segredos tão ocultos esconderam-se tão mais que já nem me lembro deles. Desenhei com traços tortos minhas angústias e parece que elas foram transferidas para o papel porque também não lembro mais. Hoje não quero ficar em casa diante de telas, eu quero ver faces e vida real; eu quero sair. Resolvi assumir minhas culpas, abaixar o tom de voz e melhorar os argumentos. E eu resolvi também ser menos indiferente, dar valor as presenças e preservar o que conquistei. Eu sei lá, eu só sei que mudei. E foi repentino.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Duvidosa, mas conclusão.



Entenda
Não é revolta
Apena estou te olhando com a mão no queixo
Olhando com os olhos de quem finalmente concluiu
Não vou me desculpar, chega disso!
Tenho todo direito de te olhar levantando uma das sobrancelhas
Criaram-me como ser pensante
E, já depois do deslumbramento, te vejo realmente
Você agora nada mais é que alguém com problemas e uma vida pra cuidar
Você deixa de ser dilema e passar a ser normal
Normal como eu nunca quis que fosse
Eu já temia
Enfim, fica na tua e me olha de igual pra igual
Afinal, assim como você
Tenho problemas e uma vida pra cuidar
Despeço-me para mais tarde reler-te
E de novo
Caçar
Tchau.

Júlia Carvalho.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Elos

Coisas que separadas não fazem o menor sentido, mas juntas têm toda razão. Algumas sequer encaixam, mas unidas estão. Coisas que, entre uma coisa e outra, no meio, nem lá, nem cá, até o fim vão. Coisas essas, todas elas, fortes ou vãs, interligadas profundamente ou não.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Pequeno comentário pós fds em Salvador


Nada como novas experiências, novas pessoas e um texto começando abominavelmente clichê por uma garota do terceiro ano do ensino médio. O final de semana no futuro habitat foi um pouco encorajador, animador, serviu pra me encher de expectativas. As ruas, as pessoas, o mar... não tão novo, mas diferente. Particularmente, Salvador vem ganhando novos ares, ou melhor, novos ''por quê's''. Estar cada vez mais perto da universidade, dos meus irmãos e de um mundo vasto é a principal causa de querer ir pra cidade grande. É tão bom caminhar nas ruas e ver pessoas diferentes. Diferentes não no sentido de desconhecidas, mas no sentido de valores, estilos, utopias, cotidiano. E dá vontade de sair olhando nos olhos dessas pessoas, de perguntar seus nomes e como elas conseguem viver naquele “furdunço”, pedir pra que me ensinem a gostar mais dali, que me levem pra suas casas e me mostrem o que cola nas paredes de seus quartos. Mas taí, são todas desconhecidas, preocupadas com suas vidas e com os ''seus''. E por falar em ''seus'', maravilhosos são os ''meus'', conhecer amigos de amigos, dar risada das piadas e dos outros imitando o meu sotaque! É constrangedor, mas é tão sociável, memorável, indispensável!! Sem contar que se familiarizar com os espaço faz parte, aprender o caminho de casa e parar de apontar pro Mac donald's toda vez que passar pela Graça! Amar meus pais, os donos de toda a gasolina e concentrar meu gás, que tá ansioso pra chegar lá!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Lara-lá

Eu já vi; ele não é o padrão de ninguém e o juízo dele se vai quando começa a cantar. Eu tô disposta. Um passo pra lá, dois pra cá. Quem não quiser bailar também, que se retire. Deixa o espaço pra nós. Vamos rodar. Eu estive sentada todo esse tempo e agora, olha só, fui tirada pra dançar. Não me ensinem nada; fechando o olho, eu sei tudo!