Abas

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

O grande Próton

Certa vez, Neutrôn, cansado do seu próprio conformismo, decidiu que seria um Próton. Saltou os muros do seu núcleo e saiu a provar para toda a eletrosfera pessimista que, apesar de pequeno, ele podia ser mais. Ser +1. Então os senhores Elétrons, levados por tal discurso, começaram a também pular seus muros e escapulir. Saltaram e vibraram para além do átomo. Quando as suas energias já estavam quase esgotadas - embora se sentissem melhores e mais animados - de tanto difundir as ideias protonianas, retornaram para casa provocando muita luz.
Hilza de Oliveira

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Sinestesia

E se a gente girasse suas cores até a uniformidade?
Daria abacate.
com gosto de elegância, originalidade e receio.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Tecendo um texto

Distinto do vício, a vontade de escrever não é constante muito menos pontual, ela simplesmente faz cócegas, e a gente deita pra desamassar papeis e dobra-los em origamis. A gente espera o mais primitivo, queremos apanhar o sentimento do lugar exato onde descosturou e tranforma-los em comparações esdruxulas e metáforas de passarinho ao ponto de entender e sorrir mais claramente dos dedos estalados e o despontar dos olhos em direções saborosas. A gente sempre espera uma dança de palavras, cheias de coreografias e efeitos psicodélicos, mas vez ou outra ensaiamos um verdadeiro conjunto de palavras zumbis, drogadas sem porquê nem pra quê. Mas no final lá está a folha, uma verdadeira obra prima! Ou no minimo matéria prima pra origamis.

Júlia Carvalho

sexta-feira, 14 de junho de 2013

de leve

Ando em busca de palavras pro meu vocabulário pseudo cult
Daquelas que sem saber sabemos, exceto quando a duvida algema
Que levam nossa língua ao céu da boca
Que acenam divamente no meio da frase.
Mas cada suspiro de sono no meio da tarde me deixa vagarosa
e a mansa prosa, me pega, me apega, me aperta.
E fico burrinha, burrinha, repetindo "inerente, inerente" pro meu ser insistente
Existente de leve.
Júlia Caravalho

sábado, 4 de maio de 2013

de repente: confiança.

Já se passaram das 00:00 horas e meu pedido está feito. Não sei se forças superiores vão atende-los, alias, sapeca que sou, acompanhei cada segundo dos últimos 3 minutos. Re-li, anteriormente a sabotagem, textos antigos em busca de emoções que me palpitassem um pouco, porém a tecnologia barrou meu processo, pois não tive como borra-los de lagrimas. Tive necessidade de reescrever, ou manda-los pro meu eterno Dom Quixote, entretanto vi 23:57 no relogio pouco confiável do computador e depositei toda confiança nas horas iguais de um relógio atrasado. Torço pelo adiantamento.