Abas

sexta-feira, 14 de junho de 2013

de leve

Ando em busca de palavras pro meu vocabulário pseudo cult
Daquelas que sem saber sabemos, exceto quando a duvida algema
Que levam nossa língua ao céu da boca
Que acenam divamente no meio da frase.
Mas cada suspiro de sono no meio da tarde me deixa vagarosa
e a mansa prosa, me pega, me apega, me aperta.
E fico burrinha, burrinha, repetindo "inerente, inerente" pro meu ser insistente
Existente de leve.
Júlia Caravalho

sábado, 4 de maio de 2013

de repente: confiança.

Já se passaram das 00:00 horas e meu pedido está feito. Não sei se forças superiores vão atende-los, alias, sapeca que sou, acompanhei cada segundo dos últimos 3 minutos. Re-li, anteriormente a sabotagem, textos antigos em busca de emoções que me palpitassem um pouco, porém a tecnologia barrou meu processo, pois não tive como borra-los de lagrimas. Tive necessidade de reescrever, ou manda-los pro meu eterno Dom Quixote, entretanto vi 23:57 no relogio pouco confiável do computador e depositei toda confiança nas horas iguais de um relógio atrasado. Torço pelo adiantamento.

domingo, 31 de março de 2013

meu Bumbo meu.

bum, bum!
Não são só onomatopeias
ouça o som dos bumbos, criança!

Queria um tanto de percussão
bumbos graves sem gravidade
Um acompanhante de corda bamba
uma marcação
um guarda chuva listrado

Assim como por traz de todo tamborim há
segurando, armengando, harmonizando.

Há se tivesse, eu, o bumbo

minha vida seria cantar
e ganhar trocados
eu e ele
em cada esquina de amor


Júlia Carvalho

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Teste do espelho. Auto-reconhecimento: o passo pra aceitação e mudanças

Eu que chego sem saber o que dizer e saio sem me despedir. Eu que não memorizo nada mais que nomes e contatos. Eu que me perco e sou vítima fácil dos amores. Que me culpo a maior parte do tempo. Aqui com a minha timidez e os meus receios. Eu que quero descobrir como é sentir saudades. Frígida? Talvez. Eu que ando pelos cantos e seguro muitos choros. Eu que me considero ignorante, no sentido de burra. Que nada sei sobre o mundo lá fora ("The truth is out there" e "Trust no one", não me esqueço). Eu que queria ter só um pouco mais de voz e coragem. Dar uns saltos, fazer isso e aquilo que ficou guardado nos planos. Agir, essa é a palavra. E me decidir também. Mudar. Será que eu sei sobre o que eu sei? Cadê a minha sinceridade naquela hora tensa? Lá se vai ela, me dando um tchau, fugindo por não querer magoar ninguém. Eu que me satisfaço muito facilmente. Eu podia fazer comentários melhores, ter uma resposta na ponta, pronta. Evoluir todos os dias. Ah, eu, se eu pudesse ser mais você..

domingo, 3 de fevereiro de 2013

mistério soluçante, melhor, solucionante.

foi como lavar minh'alma
trate-se de algo superior
ou até igual ao amor

olho na brasa
latido provocante a noite
e um mistério rezado e comandado por mim
10 ave marias, respondidas por 10 santa marias

Foi como falar particularmente com alguém
invocar e ser recebida
foi pelo vô e pela vó que orei
mas tudo aquilo curava minha insegurança
respondia ao meu encucamento
dava um tapa na minha imaginação

A fé, a busca, a calma,
é mais que amor
mais que religião
é família.