Abas

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Sinestesia

E se a gente girasse suas cores até a uniformidade?
Daria abacate.
com gosto de elegância, originalidade e receio.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Tecendo um texto

Distinto do vício, a vontade de escrever não é constante muito menos pontual, ela simplesmente faz cócegas, e a gente deita pra desamassar papeis e dobra-los em origamis. A gente espera o mais primitivo, queremos apanhar o sentimento do lugar exato onde descosturou e tranforma-los em comparações esdruxulas e metáforas de passarinho ao ponto de entender e sorrir mais claramente dos dedos estalados e o despontar dos olhos em direções saborosas. A gente sempre espera uma dança de palavras, cheias de coreografias e efeitos psicodélicos, mas vez ou outra ensaiamos um verdadeiro conjunto de palavras zumbis, drogadas sem porquê nem pra quê. Mas no final lá está a folha, uma verdadeira obra prima! Ou no minimo matéria prima pra origamis.

Júlia Carvalho

sexta-feira, 14 de junho de 2013

de leve

Ando em busca de palavras pro meu vocabulário pseudo cult
Daquelas que sem saber sabemos, exceto quando a duvida algema
Que levam nossa língua ao céu da boca
Que acenam divamente no meio da frase.
Mas cada suspiro de sono no meio da tarde me deixa vagarosa
e a mansa prosa, me pega, me apega, me aperta.
E fico burrinha, burrinha, repetindo "inerente, inerente" pro meu ser insistente
Existente de leve.
Júlia Caravalho

sábado, 4 de maio de 2013

de repente: confiança.

Já se passaram das 00:00 horas e meu pedido está feito. Não sei se forças superiores vão atende-los, alias, sapeca que sou, acompanhei cada segundo dos últimos 3 minutos. Re-li, anteriormente a sabotagem, textos antigos em busca de emoções que me palpitassem um pouco, porém a tecnologia barrou meu processo, pois não tive como borra-los de lagrimas. Tive necessidade de reescrever, ou manda-los pro meu eterno Dom Quixote, entretanto vi 23:57 no relogio pouco confiável do computador e depositei toda confiança nas horas iguais de um relógio atrasado. Torço pelo adiantamento.

domingo, 31 de março de 2013

meu Bumbo meu.

bum, bum!
Não são só onomatopeias
ouça o som dos bumbos, criança!

Queria um tanto de percussão
bumbos graves sem gravidade
Um acompanhante de corda bamba
uma marcação
um guarda chuva listrado

Assim como por traz de todo tamborim há
segurando, armengando, harmonizando.

Há se tivesse, eu, o bumbo

minha vida seria cantar
e ganhar trocados
eu e ele
em cada esquina de amor


Júlia Carvalho