Abas

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Um caso decrescente

 

Se houvessem palavras talvez eu conseguisse entender melhor. Não que a vida fosse seguir tranqüila, mas pelo menos eu estaria livre de enganos. Ouça, cansei de tentar abraçar o vento. Eu queria algo fixo e não passageiro. É que se já não der pra nós eu prefiro que você diga por que o subentendido é uma interpretação pessoal e as minhas têm sido das mais dolorosas. Eu tenho a impressão de que as coisas às vezes sobem, mas também descem. Oscilar é normal, mas entre nós o caso tem sido apenas decrescente.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Até o momento: sem titulo.


Eu tinha que decidir. Nuca vi dois caminhos tão visivelmente distintos. Eu sabia qual era o mais difícil, o quanto este iria me aflorar fortes sentimentos e o quanto que, de vez em quando, eu ia chorar por ter optado em desafiar o mundo. O outro caminho era composto por desafios comuns, tinha tudo pra ser o escolhido. Mas com amor é mais caro e meu saldo de coragem tinha aumentado tanto nos últimos meses que resolvi torra-lo com estilo. Arrumei minha bagagem interior e botei o pé no temido destino. O medo me encontrou em varias encruzilhadas, mas o arrependimento não agüentou o pique.

Júlia Carvalho.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Bobo encontro.

Precisamos sair, sem horário marcado para que não façamos expectativas inalcançáveis. Sem a existência de destinos ruins. Sem perceber, conversar sobre os mais idiotas assuntos civilizadamente. Pareceremos ridículos pra quem vê. Ficar nisso até a gente se olhar sem falar muita coisa, então as nossas bocas falarão sem o uso excessivo das cordas vocais, só com sorrisos, risos e simples “hum”, “uhum”. E se cair qualquer pingo de chuva nesse tempo tão escasso, a gente pode se molhar sem dó! E sentir o gosto de nuvem ao abocanhar as gotas d’gua. Nos três vamos nos abraçar. Eu, você e o mormaço que a terra libera ao encontrar-se com a água. Voltar a vida normal feliz e com novas previsões.
Júlia Carvalho.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Abrindo os braços

Ando a cair na profundidade das cores do meu quarto e na pureza do ar que o atravessa. Faço planos, me troco, reviro. Respiro, sorrio e também choro. Abro as minhas caixas de recordações e observo o quanto fui e devo ser feliz. Então saio, me liberto e sorrio. É isso... Felicidade não tem segredo. 

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Duelo

Eu passei parte do meu tempo particular procurando
tuas pupilas em meio a profundeza das tuas gudes de
caramelo. Te encarei tanto, TANTO! Os olhos
conseguem dizer muito, mas os seus passavam de
relance na minha figura espiã que conclusão nenhuma tirava.
Por que teus olhos estavam mudos? Por que insiste
em calá-los pra mim? Nada mais quero a não ser
ouvi-los. Olha os meus, tem tanto conteúdo. Olho no
olho é mesmo intrigante. Olhos podem até se fingir de
mudos mas nunca mentem. Não mentem, omitem.

texto de Júlia Carvalho após um dia quase empolgante.